Nosso Primeiro Contato

Em 07 de Maio de 1999, eu estava na cidade onde nasci, depois de ter passado a noite em prantos por um amor mal resolvido, levantei-me e fui trabalhar junto com a pessoa que me fez chorar, ainda era manhã, olhei pela janela, na rua havia pessoas com seus casacos e blusas de frio, o sol não havia mostrado sua face e ventava muito, eu não tinha muitas expectativas de que seria um dia bom, afinal era um dia frio e meu coração estava sangrando, sem nada pra fazer resolvi navegar na Internet, entrei nas salas de bate-papo do UOL (encontros/lésbicas), e comecei a conversar com o pessoal, na verdade o que eu queria era encontrar alguém que pudesse me fazer feliz, alguém a quem eu pudesse entregar meu coração e minha alma sem medo algum.

Depois de alguns minutos Uma Rosa... entrou na sala oferecendo uma rosa para cada uma de nós, eu ainda não à conhecia, agradeci, e não nos falamos mais.

Tenho que confessar que achei lindo o gesto dessa mulher, e que no fundo do meu inconsciente gostaria de conversar mais com ela, mas naquele momento não soube como falar com ela, e apenas agradeci a rosa.

Logo após o almoço entrei na sala novamente e em seguida esta linda mulher entrou, e mais uma vez nos ofereceu flores....

Agradeci, e então comecei a falar com ela, disse que já era a segunda rosa do dia, e que dessa forma meu quarto estaria todo florido e perfumado, a partir daquele momento essa mulher maravilhosa começou a me mandar rosas de todas as cores, conversamos por algum tempo sobre vários assuntos, e trocamos telefones, não me recordo se nesse dia lhe falei sobre minha dor.

Ao anoitecer não resisti, não consegui parar de pensar naquela linda flor que mesmo a distância, tenho que confessar, balançou meu coração, então peguei o telefone e liguei-lhe, para minha surpresa estava na caixa postal, fiquei triste por não poder falar com ela, mas só o fato de ter ouvido sua vóz foi que me deixou mais tranquila, deixei recado e no dia seguinte ela me ligou.

Ficamos quase uma hora ao telefone, e isso foi o suficiente para darmos inicio a uma grande amizade. Passamos a nos falar várias vezes ao dia, por telefone, e-mail e também pelas salas de bate-papo.

Com o passar dos dias não conseguia mais ficar sem falar com ela, então percebi que o que havia entre nós não era somente uma amizade, "meu Deus, eu estava apaixonada por ela", então tudo que eu tinha a fazer era declarar-lhe o meu amor.

É claro que ela não acreditou, pois só nos falavamos por telefone, nunca tinhamos nos encontrado e nem ao menos haviamos trocado fotos ainda.

Mas como nada acontece por acaso, em uma terça-feira, tive a autorização do meu chefe para passar a noite na escola e acessar a internet, após o expediente fui para casa tomei banho, peguei minha coisas e voltei, nessa noite eu não havia dormido, e enviei vários e-mails para minha rosa.

Logo que amanheceu (12/05/1999) sai para tomar café da manhã, mas não encontrei nenhum lugar aberto, é cidade do interior é assim, nunca se encontra nada aberto quando precisa, ainda era 7:00 quando voltei para a escola e ao chegar no portão o jonaleiro já havia deixado o jornal, então abaixei-me para pegá-lo e ao seu lado estava um lindo botão de rosa vermelha, peguei e coloquei-o na água, e deixei em cima da minha mesa, a escola só abriria às 8:00 então debrucei-me na mesa para cochilar, levei um enorme susto quando o telefone tocou as 7:40, atendi achando que fosse meu chefe, e ouvi uma linda e suave voz me dizendo:

- "Bom Dia Flor do Dia!!"

Confesso que naquele instante fiquei um pouco desconcertada, e também super feliz por falar com minha Rosa logo pela manhã, contei-lhe sobre o botão que havia encontrado, e que o havia colocado em minha mesa, dessa forma eu pensaria nela o dia todo.

A partir de então tive a certeza de que nosso encontro já estava marcado nas estrelas há muitos e muitos anos.

Capítulo II - Decepção

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